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Janeiro Branco: precisamos falar de Saúde Mental

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O chamado “calendário colorido da Saúde” elege meses e cores para conscientizar a população sobre questões de saúde. Algumas dessas campanhas – como o Outubro Rosa e o Novembro Azul – já são bem conhecidas do grande público. Outras vão, aos poucos, ganhando cada vez mais relevância. É o caso do Janeiro Branco.

O Janeiro Branco tem como objetivo colocar os temas relacionados à “Saúde Mental” em evidência. E é preciso mesmo chamar atenção da sociedade e das instituições sociais para as questões mentais, emocionais e subjetivas dos seres humanos. Ainda mais em tempos de pandemia… Por isso, vamos falar um pouco sobre isso aqui no Blog da Sami.

O que é o Janeiro Branco e quais seus objetivos? 

Idealizado pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, o Janeiro Branco começou em 2014, quando psicólogos de Uberlândia (MG) foram às ruas para conversar com as pessoas sobre saúde mental e emocional, qualidade de vida e harmonia nas relações humanas.

Alguns dos principais objetivos da iniciativa são:

  • Inspirar indivíduos e instituições sociais a entenderem que “qualquer pessoa pode ser agente de Saúde Mental na vida de qualquer pessoa”;
  • Contribuir com a disseminação mundial de uma cultura da Saúde Mental e de uma visão ampliada, holística, humanista, laica, progressista e integral do conceito de Saúde Mental; 
  • Chamar a atenção das mídias, das instituições sociais, dos cidadãos comuns e das autoridades públicas para a importância das políticas públicas e privadas em defesa da Saúde Mental dos indivíduos e dos povos;
  • Aproveitar a simbologia do início de ano e da “folha em branco” para inspirar as pessoas a (re)pensarem sobre os sentidos e os propósitos das suas existências individuais e coletivas.

Todas as informações sobre a campanha também estão disponíveis no seu site oficial. Em 2021, na sua 8ª edição, o Janeiro Branco ganhou ainda mais peso por causa de todo contexto provocado pela COVID-19. Nunca foi tão importante falar sobre o assunto.

Divulgação/Campanha Janeiro Branco 2021

COVID-19 e os desafios da Saúde Mental 

Estudos e pesquisas sobre os efeitos colaterais da pandemia começam a ser divulgados, mostrando que também será necessário desenvolver estratégias para reestabelecer e promover a Saúde Mental das pessoas.

“2020 foi um ano de provas, de desafios e de revelações em relação à Saúde Mental de todas as pessoas do mundo”, ressalta Abrahão.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia provocou a interrupção dos serviços essenciais de Saúde Mental em 93% dos países do mundo. Por outro lado, a busca por esses serviços aumentou. 

Para atender essa demanda, os países afetados utilizaram a tecnologia para amenizar a interrupção dos serviços presenciais.

Assim, houve um grande aumento no uso de alternativas como a telemedicina (70%) ou as linhas telefônicas especializadas em oferecer suporte e apoio a necessidades de saúde mental (68%). 

No Brasil, o tema também precisa de atenção. Afinal, mesmo antes de sentirmos os efeitos da COVID-19, o país figurava como um dos recordistas mundiais em casos de depressão e ansiedade. Além disso, os números absolutos de suicídios por aqui também são elevados.

Os resultados preliminares da primeira fase de uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 2020 são preocupantes.

Os resultados preliminares da primeira fase de uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 2020 sobre a saúde mental dos brasileiros durante a pandemia identificou ansiedade em 86,5% dos respondentes; transtorno de estresse pós-traumático em 45,5% e depressão grave em 16%.
Resultado da análise feita com 17.491 respondentes, com idade média de 38,3 anos (idades variando entre 18 e 92 anos).

Por causa desse cenário, a Campanha Janeiro Branco de 2021 surge como uma oportunidade de inspirar as pessoas a pensarem sobre como cuidar melhor da própria Saúde Mental e da Saúde Mental de quem está em volta. 

Como cuidar da Saúde Mental?

“É chegada a hora de um poderoso pacto pela Saúde Mental da humanidade, afinal, todo cuidado conta quando o objetivo é a construção de uma cultura da Saúde Mental no mundo!”, reforça Leonardo Abrahão.

Dessa forma, a iniciativa do Janeiro Branco é muito positiva. Mas quando falamos da criação de uma cultura de cuidado com a Saúde Mental, é importante reforçarmos que a atenção ao assunto deve ser feita de janeiro a janeiro. 

O autocuidado e o foco nas nossas necessidades emocionais são naturais e devem fazer parte da nossa rotina como escovar os dentes ou tomar banho, por exemplo.

Para isso, precisamos desenvolver o autoconhecimento. Assim, podemos melhorar a percepção sobre o que sentimos. É assim que a gente consegue saber os momentos em que as emoções nos controlam ou que nós controlamos nossas emoções. 

Isso é essencial para aprendermos a lidar com elas – e também a definir o que é preciso fazer.

Como em qualquer jornada, o primeiro passo é sempre o mais importante. Isso também vale quando falamos do cuidado com a sua Saúde Emocional. 

Por isso, preparamos uma listinha com pequenas ações que podem ajudar você a começar:

  1. Não se cobre tanto: é fácil (e comum) ser muito exigente e até implacável na autocrítica. Tente ser mais legal consigo mesmo. Estenda essa atitude também a quem convive com você. 
  2. Respire fundo: tente respirar bem devagar. Expire com a mesma lentidão. Se precisar, conte um pouco 1, 2, 3, 4, 5… E repita.  
  3. Faça exercícios físicos: essa é uma boa maneira de reduzir o estresse. Então, ponha-se em movimento! Faça uma caminhada curta ou suba um lance de escadas. Adotar uma rotina regular de exercícios pode melhorar o humor, aumentar a concentração e até ajudar a aliviar os sintomas de ansiedade e depressão. Para quem já é membro da Sami, vale lembrar: um dos benefícios que oferecemos é o Gympass, que dá acesso a mais de 9 mil academias.  
  4. Observe sua relação com a comida: o primeiro passo para ter uma boa alimentação é manter uma atitude saudável em relação à comida. Experimente novos alimentos e tente não ficar obcecado com o que come. Se achar que sua alimentação está afetando sua saúde física ou mental, compartilhe a preocupação com seu médico. 
  5. Durma bem: dormir bem não se refere apenas à quantidade de horas dormidas, mas também a quando você dorme e à qualidade do seu sono. Tente acordar na mesma hora todos os dias – e isso inclui fins de semana e feriados. Essa é uma forma de combater a sensação de “estar fora do fuso horário” na segunda-feira. 
Invista em atividades que ajudem a proporcionar bem-estar e relaxamento
  1. Deixe as “telas” de lado: aqui temos um complemento da dica acima. Estudos mostram que o uso de  aparelhos eletrônicos antes de dormir pode afetar a rapidez para adormecer e a qualidade do sono. A luz azul dos celulares afeta a produção de melatonina ( hormônio que regula o seu ciclo de sono). E sua mente se mantém ativa enquanto lê, posta, manda mensagens ou dá curtidas… Então, nada de telas antes de dormir.
  2. Conecte-se com outras pessoas: concentre-se na qualidade de seus relacionamentos sociais e não na quantidade. Se alguém o ajuda a se sentir apoiado e amado, cultive essa conexão.    
  3. Liste o que te faz relaxar: relaxar é algo fácil de dizer e difícil de fazer. Essa é uma atividade que requer prática. Assim, tente fazer uma lista de atividades positivas que possam ajudar a relaxar. Experimente uma de cada vez. Quando algo funcionar, tente novamente.
  4. Busque e dê apoio: se você ou alguém que conhece está com dificuldades, busque  suporte adequado para suas necessidades. Um amigo ou familiar pode apoiar, por exemplo, na procura por um profissional de saúde. Se você for um membro da Sami, compartilhe essa necessidade com seu Time de Saúde.   
  5. Dê pequenos passos: tentar fazer tudo de uma vez, provavelmente não levará a lugar nenhum. Estabeleça metas, mas também se permita ter pausas e descanso ao longo do caminho. Você vai se agradecer por isso. 

As dicas acima foram livremente inspiradas neste conteúdo, produzido pela Columbia University Medical Center.

Ah! E é sempre bom reforçar: tudo bem se não conseguir segurar a barra. Tudo bem precisar e buscar ajuda especializada. Antes de tudo, essa é uma atitude corajosa e absolutamente necessária. 

Afinal, como já destaca a Campanha do Janeiro Branco 2021, “quando o assunto é Saúde Mental, TODO CUIDADO CONTA!”.

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