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Vacinação contra a Covid-19: tire as principais dúvidas sobre o assunto

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A vacinação contra a Covid-19 no Brasil começou logo depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial de duas vacinas na segunda quinzena de janeiro. 

No fim de março, a Anvisa autorizou também o uso emergencial de uma terceira vacina, a da Janssen. No entanto, há uma previsão de chegada das doses dessa vacina apenas no segundo semestre.

Infelizmente, a desinformação sobre o assunto tem sido tão contagiosa – e nociva – quanto a doença provocada pelo novo coronavírus. Por isso, preparamos esse post com as respostas para as seguintes dúvidas sobre a vacinação:

A vacinação contra a Covid-19 é a melhor forma de combater a doença.
Veja as respostas para as dúvidas mais comuns sobre a vacinação contra a Covid-19

Confira perguntas e respostas sobre a vacinação contra a Covid-19

Que vacinas estão sendo aplicadas aqui no Brasil?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial de três vacinas contra a Covid-19: a CoronaVac, a Astrazeneca/Oxford e a Janssen.

Até o momento, apenas as duas primeiras (CoronaVac e Astrazeneca/Oxford) estão sendo aplicadas, já que as doses da Janssen devem chegar apenas no segundo semestre desse ano.

A CoronaVac e a Astrazeneca/Oxford são seguras?

Sim, as duas vacinas aprovadas são seguras, de acordo com a avaliação técnica feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Quem será vacinado?

No momento, ainda não há vacina para todos os brasileiros. Por isso, inicialmente, serão vacinadas apenas as pessoas incluídas nos grupos prioritários da vacinação. Quando mais doses da vacina estiverem disponíveis, a campanha de vacinação incluirá outros grupos. 

Quem está nos grupos prioritários da vacinação contra a Covid-19?

De acordo com a Agência Brasil, estão incluídos nos grupos prioritários:

  • Pessoas com 60 anos ou mais e que estejam institucionalizadas;
  • Pessoas com deficiência institucionalizadas;
  • Povos indígenas vivendo em terras indígenas;
  • Trabalhadores de saúde;
  • Pessoas de 80 anos ou mais;
  • Pessoas de 75 a 79 anos;
  • Povos e comunidades tradicionais ribeirinhas;
  • Povos e comunidades tradicionais quilombolas;
  • Pessoas de 70 a 74 anos;
  • Pessoas de 65 a 69 anos;
  • Pessoas de 60 a 64 anos;
  • Pessoas que possuem comorbidades;
  • Pessoas com deficiência permanente grave;
  • Pessoas em situação de rua;
  • População privada de liberdade;
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • Trabalhadores da educação do Ensino Básico (creche, pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes e EJA);
  • Trabalhadores da educação do Ensino Superior;
  • Forças de segurança e salvamento;
  • Forças Armadas;
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros;
  • Trabalhadores de transporte metroviário e ferroviário;
  • Trabalhadores de transporte aéreo;
  • Trabalhadores de transporte aquaviário;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores portuários;
  • Trabalhadores industriais.

Há cerca de 77 milhões de pessoas incluídas nos grupos prioritários, o que corresponde a pouco mais de um terço do total de brasileiros. Considerando esses grupos, os estados e municípios têm autonomia para definir seu próprio esquema de vacinação, de acordo com os perfis e necessidades de cada um. 

Você pode acompanhar o andamento da vacinação contra a Covid-19 no país pelo vacinômetro, disponibilizado pelo Ministério da Saúde.

Quem não pode se vacinar?

As únicas pessoas que não podem se vacinar são aquelas que possuem histórico de reações alérgicas a algum dos componentes da vacina. Dessa forma, é importante buscar orientação de um profissional de saúde antes de se vacinar em caso de dúvidas sobre isso.

Consulte também as bulas das vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial e que já estão sendo aplicadas no Brasil:

As vacinas contra a Covid-19 aprovadas no Brasil são seguras, mas se você tem qualquer dúvida se pode ou não ser vacinado, consulte um profissional de saúde.
Em caso de dúvidas se você pode ou não se vacinar contra a Covid-19, busque orientação de um profissional de saúde

Grávidas e lactantes podem se vacinar?

Segundo a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a princípio, não há nenhuma objeção para mulheres que se enquadram nesses casos. Embora não tenham sido feitos testes em voluntários desse grupo, é comum que as vacinas sejam aplicadas regularmente nessas situações. 

Em nota, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) ressaltou que a gravidez em si não é um fator de risco para a Covid-19. No entanto, se as gestantes e lactantes fizeram parte dos grupos de risco, elas podem tomar a vacina com segurança. De qualquer forma, tanto a Febrasgo quanto o Ministério da Saúde reforçam a importância de tomar a decisão de se vacinar ou não de forma compartilhada com o médico.

Estou com sintomas de Covid-19. Posso me vacinar?

Não. Quem está com Covid-19 deve se manter em isolamento e, em casos graves, deve buscar atendimento médico. Quem está com sintomas gripais como tosse e febre ou qualquer outro sinal de doenças infectocontagiosas não deve se vacinar. Essa recomendação vale para quem pretende tomar qualquer vacina, incluindo, claro, as que combatem a Covid-19.

Crianças e adolescentes serão vacinados?

Não. As vacinas aprovadas para uso emergencial no Brasil ainda não foram testadas em menores de 18 anos e não serão aplicadas nesse grupo inicialmente. 

Pessoas imunodeprimidas, com câncer, cardiopatias e/ou doenças como asma e bronquite podem se vacinar?

Sim. Não há contraindicação para vacinar pessoas imunodeprimidas e/ou que tenham câncer, bronquite, asma, cardiopatias ou outras condições. De qualquer forma, é importante consultar um profissional de saúde previamente em caso de quaisquer dúvidas.

Já tive Covid-19. Posso/devo me vacinar? 

Sim. De acordo com o Ministério da Saúde, “até o momento, não há evidências, de qualquer preocupação de segurança na vacinação de indivíduos com história anterior de infecção ou com anticorpo detectável pelo SARS-COV-2”.

Mesmo quem já teve a doença deve se vacinar contra a Covid-19.
Quem já teve Covid-19 pode – e deve – se vacinar

Uso medicamentos de forma contínua. Posso tomar a vacina?

Sim. Não há nenhuma contraindicação sobre isso, a princípio. Mas, para quem toma anticoagulantes, é importante ficar atento, pois estes medicamentos podem provocar hemorragias após a aplicação da vacina de forma intramuscular. Se isso ocorrer, faça uma compressão no local. Em caso de dúvidas, fale com um profissional de saúde.  

Posso tomar outras vacinas simultaneamente?

Não. Um Informe Técnico publicado pelo Ministério da Saúde estabelece que “considerando a ausência de estudos de coadministração, neste momento não se recomenda a administração simultânea das vacinas COVID-19 com outras vacinas”. O mesmo documento determina ainda que é necessário respeitar um intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas contra a Covid-19 e outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação.

O que é necessário para tomar a vacina?

Segundo o Ministério da Saúde, é importante apresentar o Cartão do SUS ou o CPF. Com o registro individualizado, é possível acompanhar quem já se vacinou, evitar a duplicidade da vacinação e monitorar eventos adversos (caso eles ocorram).

É necessário pagar para receber a vacina?

Não. A vacinação contra a Covid-19 é disponibilizada de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Não faço parte dos grupos prioritários, mas quero me vacinar logo. Posso tomar a vacina na rede privada?

Não. Não há nenhuma previsão da aquisição de vacinas contra a Covid-19 pelo setor privado. Para combater a venda ilegal e/ou comercialização de vacinas falsificadas, o Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou a campanha “Vacina Pirata, não!”.

Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor também criou um e-mail exclusivo para receber denúncias sobre a venda de vacinas contra a Covid-19. As denúncias podem ser feitas pelo e-mail: vacinapiratacncp@mj.gov.br.

A venda ilegal e/ou comercialização de vacinas falsificadas é crime e deve ser denunciada.

A vacinação é obrigatória?

Embora não seja obrigatória, a vacinação é recomendável por ser a principal forma de prevenção aos casos graves provocados pela Covid-19. Ao autorizar o uso emergencial das vacinas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reconheceu que não há alternativas terapêuticas para prevenir ou tratar a doença. 

Quantas doses da vacina são necessárias para cada pessoa?

A aplicação das duas vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ocorre em duas doses, administradas por via intramuscular.

A bula da CoronaVac indica um intervalo de duas a quatro semanas entre a primeira e a segunda doses. Já a bula da AstraZeneca/Oxford, o intervalo recomendado é de quatro a 12 semanas para essa vacina.

Posso tomar uma dose de cada vacina contra a Covid-19?

Não. Cada vacina foi produzida utilizando uma técnica específica e que estimulam diferentes tipos de defesa no nosso corpo. Todos os testes com as vacinas aprovadas emergencialmente foram realizados considerando sempre duas doses do mesmo imunizante.

Após vacinar, quanto tempo demora para desenvolver a imunidade?

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ainda não é possível saber. Para ter essa resposta, será necessário aguardar os resultados dos estudos clínicos que estão sendo coordenados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

E quanto tempo dura a imunização?

Segundo a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), também não é possível responder essa dúvida no momento. Para ter essa resposta, será necessário observar os vacinados. 

Embora não seja obrigatória, a vacinação contra a Covid-19 deve ser incentivada, já que as autoridades reconhecem que não há alternativa terapêutica para evitar a doença.
Ainda não é possível afirmar o tempo de duração da imunização, mas a vacina é a melhor arma para combater a Covid-19

Quais são os efeitos colaterais das vacinas contra a Covid-19?

De acordo com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os efeitos colaterais das vacinas contra a Covid-19 devem ser mínimos e sem gravidade. Na verdade, após qualquer vacinação, é normal ter reações como febre, dor ou inchaço no local da injeção, vermelhidão e dores de cabeça ou pelo corpo. Esses sinais indicam que a vacina está “funcionando”, já que eles são indícios que o sistema imunológico está sendo estimulado e que o está produzindo anticorpos.

A vacina pode alterar meu DNA ou transmitir vírus do HIV ou H1N1?

Não. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indicou que tanto a CoronaVac quanto a AstraZeneca/Oxford são vacinas seguras. É necessário ter cuidado com informações difundidas por notícias e vídeos falsos, que colocam a saúde pública em risco. 

Depois de me vacinar contra a Covid-19, posso deixar de usar máscara e abrir mão do isolamento?

Não. Em uma recente entrevista coletiva, a Dra. Soumya Swaminathan, cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), declarou que o início da vacinação aqui no Brasil e em outros países não significa a retomada da vida antes da pandemia.

Segundo ela, a imunização coletiva – também conhecida como imunização de rebanho – não deverá ser atingida em 2021. Antes que isso ocorra, é importante manter as medidas de prevenção.

As medidas de prevenção contra o coronavírus devem ser mantidas mesmo depois que uma pessoa recebe a vacina contra a Covid-19.
Medidas de prevenção, como isolamento, uso da máscara e do álcool gel devem ser mantidas mesmo após a vacinação

O que é imunização coletiva/imunização de rebanho?

A imunização coletiva, também conhecida como imunização de rebanho, é o termo utilizado para explicar o que ocorre quando o vírus para de circular porque não encontra mais  pessoas para infectar. Quando isso ocorre, é possível dizer que a doença que ele causa foi erradicada, já que o vírus não sobrevive fora de um organismo. A imunização coletiva ocorre quando 70 a 80% da população já foi vacinada ou infectada. 

Posso doar sangue depois de vacinar contra a Covid-19? 

Sim, mas é necessário aguardar um determinado período para doar sangue após a vacinação contra a Covid-19. Aqui no Brasil, esse intervalo de espera varia de acordo com o tipo de vacina aplicada. 

Segundo o Ministério da Saúde, para as vacinas produzidas com vírus ou bactérias inativados, toxóides ou recombinantes, o tempo previsto de inaptidão é de 48 horas. Esse é o caso da CoronaVac. No caso de receber uma vacina produzida a partir de vírus ou bactérias vivos e atenuados, é preciso aguardar quatro semanas para fazer a doação de sangue. Esse é o caso das pessoas que receberem a AstraZeneca/Oxford.

Este artigo foi revisado pelo Dr. Alexandre Ceotto Calandrini (CRM 191481), coordenador e médico do primeiro Time de Saúde da Sami. Formado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, com residência em Medicina de Família e Comunidade por São Bernardo do Campo. Especialista em Melhoria da Qualidade pelo Institute for Healthcate Improvement (IHI), em curso, e com experiência de pesquisa pelo Institute of Development Studies (IDS), Harvard e Cebrap.

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