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Estresse ocupacional: como o RH pode ajudar a prevenir?

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Um em cada três brasileiros sofre de estresse profissional, de acordo com a ISMA – International Stress Management Association. Cobranças excessivas, sobrecarga de tarefas e ambiente profissional hostil estão entre as causas mais comuns do transtorno, que atinge profissionais de todos os setores. A alta no número de pessoas que desenvolvem problemas decorrentes do estresse ocupacional vem acendendo um sinal de alerta em muitas gestões empresariais sobre a necessidade da intervenção do departamento de RH para melhorar o bem-estar no local de trabalho.

Vamos entender melhor sobre esse tema e como o RH pode ajudar a promover melhor qualidade de vida no trabalho?

Neste conteúdo, vamos falar sobre:

  1. O que é o estresse ocupacional?
  2. Quais são as consequências do estresse ocupacional?
  3. Quais são as causas do estresse ocupacional?
  4. Que ações podem ser desenvolvidas pelo RH para prevenir o estresse ocupacional nas organizações?
  5. Como um plano de saúde com atenção primária pode ser um parceiro na prevenção do estresse ocupacional?

O que é o estresse ocupacional?

O estresse ocupacional é uma resposta a situações problemáticas vivenciadas no desempenho das atividades profissionais, que trazem como resultado instabilidade física, emocional e psíquica. 

A princípio, o estresse é uma reação automática do corpo, que, diante de situações de tensão, libera na corrente sanguínea hormônios como o cortisol e a adrenalina. Trata-se de um mecanismo de defesa cuja função é preparar o organismo para a ação, que pode ser o enfrentamento ou a fuga. 

O problema é que, quando esse estímulo é contínuo – por conta de desgastes constantes no trabalho, por exemplo – o corpo fica sob influência das substâncias do estresse por longos períodos. Esse quadro pode levar à exaustão e adoecimento.

A manifestação dessa resposta fisiológica varia de pessoa para pessoa, de acordo com a capacidade de cada organismo para reconhecer e controlar os agentes estressores.

Quais são as consequências do estresse ocupacional?

O estresse ocupacional pode causar sintomas físicos e psíquicos, incluindo:

  • Mau humor;
  • Irritabilidade; 
  • Medo;
  • Choro;
  • Cansaço crônico;
  • Dores de cabeça.

A persistência do quadro não tratado pode trazer desgaste físico e emocional e até afetar a imunidade, tornando a pessoa mais vulnerável a doenças. Além disso, o estresse em excesso e por um período prolongado é um fator de risco para diversas condições de saúde, tais como: 

  • Doença de Alzheimer;
  • Doenças de pele;
  • Prisão de ventre;
  • Problemas cardíacos;
  • Insônia;
  • Depressão;
  • Síndrome de burnout.

Quais são as causas do estresse ocupacional?

O estresse ocupacional é provocado por agentes estressores relacionados à rotina de trabalho. Veja algumas das principais causas do estresse ocupacional:

  • Grande carga de responsabilidade: um profissional pode se sentir sobrecarregado ao assumir um projeto de muita complexidade, por exemplo;
  • Má fase da empresa: o medo constante de ser desligado pode desencadear o estresse ocupacional;
  • Cobranças excessivas: é natural que cobranças sejam feitas no ambiente de trabalho, mas a falta de empatia e excesso de crítica nesta exigência pode gerar estresse;
  • Falhas na comunicação: um ambiente de trabalho que não prioriza a comunicação integrada pode levar a equívocos frequentes e até mesmo sobrecarga de trabalho, o que pode ser muito estressante;
  • Problemas de relacionamento: líderes abusivos, competitividade, colegas de trabalho mal-educados são alguns dos motivos que fazem com que a pessoa não se sinta bem no próprio local de trabalho, sendo possíveis causas de estresse.
  • Desorganização: ter de lidar com projetos confusos e demandas desnecessárias, além de um ambiente profissional caótico e barulhento, pode contribuir para o surgimento de quadros de estresse.

Que ações podem ser desenvolvidas pelo RH para prevenir o estresse ocupacional nas organizações?

O departamento de recursos humanos (RH) tem um papel fundamental no combate ao estresse ocupacional. Confira, a seguir, algumas práticas que vêm sendo adotadas por gestores e por departamentos de RH para promover maior bem-estar para seus colaboradores: 

Propiciar momentos de relaxamento – criar um espaço confortável para que os colaboradores relaxem é uma boa estratégia para combater o estresse ocupacional. Outra dica é promover momentos de descontração, como gincanas, happy hours e confraternizações ao final do mês. Para que as ações conquistem o resultado desejado, é importante que elas estejam sempre alinhadas entre RH e lideranças.

Realização de pesquisas de satisfação – as pesquisas internas são uma forma de colher a percepção dos funcionários a respeito de diversos aspectos do trabalho, como a carga horária, as instalações da empresa e o relacionamento com os colegas e líderes. Os resultados obtidos ajudam a orientar as mudanças necessárias para melhorar o clima organizacional.

Oferecimento de programas de benefíciosessa é uma maneira de aumentar a motivação dos funcionários e reduzir o estresse ocupacional. Colaboradores motivados trabalham melhor e se sentem mais satisfeitos no ambiente de trabalho. Os benefícios podem incluir:

  • Planos de saúde e odontológico;
  • Cursos de capacitação;
  • Vale-cultura;
  • Cartões de benefícios flexíveis;
  • Day-off (folgas remuneradas);
  • Horários flexíveis. 

Como um plano de saúde com atenção primária pode ser um parceiro na prevenção do estresse ocupacional?

Como mencionado, a oferta de benefícios que incluam planos de saúde é uma medida relevante a ser adotada por empresas preocupadas em evitar o estresse ocupacional e promover um estilo de vida mais saudável para seus colaboradores. Veja por quê: 

Cobertura de consultas psicológicas – o acompanhamento com um psicólogo é muito importante para o bem-estar mental de todas as pessoas, independentemente de estarem em momentos de crise ou não. Entretanto, nem todos têm condições de pagar pelo serviço. Ao contar com um plano de saúde, o acesso é garantido, pois todas as operadoras são obrigadas a cobrir consultas psicológicas, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A reguladora estabelece que cada beneficiário tem direito a 40 sessões por ano.

Programas de hábitos saudáveis – um bom plano de saúde, além de oferecer as consultas obrigatórias de psicoterapia pela ANS, promove programas de exercícios físicos e hábitos saudáveis, que têm benefícios comprovados para a saúde física e mental, incluindo a diminuição do estresse e da ansiedade. É o caso da Sami, que oferece, a todos os membros:

  • Gympass plataforma corporativa de atividade física que dá acesso a diversas academias, além de aulas ao vivo;
  • Time de Saúde além de coordenar o atendimento com os especialistas necessários, a Sami disponibiliza médico pessoal e equipe de enfermagem, com atendimento presencial ou por telemedicina.

Os planos da Sami são para as cidades de São Paulo, Guarulhos, Osasco, Taboão da Serra e para o ABC e contam com hospitais e laboratórios de qualidade, como a Beneficência Portuguesa, Hospital Oswaldo Cruz (unidade Vergueiro), laboratórios Femme e Lavoisier e mais.

Referências

  • https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/123456789/1008/2/20850378.pdf – Acessado em 23/05/2022
  • http://www.medtrab.ufpr.br/arquivos%20para%20dowload%202011/saude%20mental/ESTRESSE%20OCUPACIONAL.pdf – Acessado em 23/05/2022
  • https://www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/k213171.pdf – Acessado em 23/05/2022
  • https://www.rbmt.org.br/details/122/pt-BR – Acessado em 23/05/2022
  • https://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/253_estresse.html – Acessado em 23/05/2022
  • mundorh.com.br/estresse-ocupacional-como-o-rh-pode-contribuir-com-a-equipe/ – Acessado em 23/05/2022
  • https://www.rhportal.com.br/artigos-rh/estresse-no-trabalho-2/ – Acessado em 23/05/2022
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