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Novembro azul, medo e desinformação: o câncer de próstata e a forma correta para se prevenir

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O Novembro Azul, mês dedicado à conscientização de doenças masculinas, principalmente o câncer de próstata, traz à tona um tema que é tratado como tabu por muitos homens. O senso comum diz que, quando chega aos 40 anos, o homem deve se submeter a um exame de toque retal, e que esse exame invasivo é a única forma de se prevenir.

Primeiramente, é preciso esclarecer que o toque retal não é a única opção entre os exames. Normalmente, o primeiro exame recomendado ao paciente é o PSA, exame de sangue capaz de medir antígenos da próstata. Já o toque retal pode ser feito num segundo momento e é indicado em casos específicos, quando precisa-se, por exemplo, avaliar o tamanho da próstata. 

Mas nenhum dos dois traz resultados conclusivos sobre o diagnóstico de câncer.

O crescimento da próstata pode não indicar somente o câncer, mas um aumento benigno da próstata. E o PSA não consegue distinguir se o câncer é ou não progressivo, ou se o crescimento é tão lento que poderia não causar sintomas ao longo da vida. Mais que isso, o PSA tem uma característica de apresentar alta sensibilidade e frequentemente manifestar seus valores alterados – sem que no entanto isso signifique que a pessoa está doente (são os chamados casos “falso-positivo”)

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é considerado um “câncer da terceira idade”, já que 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Estatisticamente, o estudo aponta que 2 em cada 3 pacientes que morrem desse tipo de câncer têm mais de 75 anos. Por isso, a idade recomendada para procurar exames é dos 55 aos 69 anos – e não a partir dos 40. Ainda assim, recomenda-se que o exame seja apresentado não como algo obrigatório e sim como uma possibilidade a ser discutida diretamente com o paciente caso a caso, ponderando-se os riscos e benefícios e levando em consideração fatores individuais de risco  (como histórico de parente de primeiro grau com câncer de próstata ou pele negra).

De qualquer forma, os homens têm que passar pelo exame de toque retal em algum momento, certo?

Errado.

Para o médico e líder de Saúde Populacional da Sami, Gustavo Landsberg, “o paciente chega com 40 anos receoso, sentindo-se na obrigação de fazer um exame, imaginando que o toque retal ou o PSA sejam 100% seguros e infalíveis em descartar ou diagnosticar o câncer de próstata. O que mais surpreende o paciente é que a escolha de fazer ou não o rastreamento de câncer de próstata deve ser individualizada e definida após discutir com o médico seus riscos e benefícios”.

Um estudo feito por um órgão independente norte-americano, o Força-Tarefa de Saúde Preventiva dos Estados Unidos (USPSTF), aponta que 20% a 50% dos homens diagnosticados com câncer de próstata correspondem a casos de câncer não progressivo ou de progresso lento demais para afetar a vida do paciente. Por outro lado, o tratamento para combater esses tumores leva a riscos de longo prazo, como os de desenvolver incontinência urinária e fecal, ou disfunção erétil. Ainda segundo o USPSTF, muitos homens com câncer de próstata nunca apresentam sintomas e, sem o rastreamento, nunca saberiam que têm a doença. Em estudos de autópsia de homens que morreram de outras causas, mais de 33% dos homens com idade entre 70 e 79 anos tiveram câncer de próstata.

Como estar atento e prevenir o desenvolvimento desse tipo de câncer?

Para homens que ainda não atingiram a idade de procurar um médico especialista, é importante estar sempre atento aos sinais do corpo. O Dr. Gustavo Landsberg explica que os sintomas do câncer de próstata geralmente não aparecem até que a próstata esteja grande o suficiente para afetar a uretra, tubo que transporta a urina da bexiga para fora do pênis. Quando isso acontece, o homem sente dificuldade para urinar, aumento da frequência urinária (principalmente durante a noite), dor, infecção, urgência urinária mesmo com pouca quantidade de urina, dificuldade em começar a urinar e uma sensação de que a bexiga não foi totalmente esvaziada.

Além disso, existem alguns outros fatores que devem ser considerados para decidir se deve ou não fazer um exame precoce, como verificar se pai ou irmãos já foram diagnosticados com câncer de próstata ou apresentam resultados alarmantes no teste PSA. O excesso de peso também está associado como um fator de risco para casos graves, pois pode influenciar na desregulação hormonal e de células do sistema imunitário. Desta forma, as sociedades científicas têm defendido que manter o peso sob controle através da prática de atividade física e de uma alimentação saudável representam uma forma eficaz de prevenir o câncer de próstata. 

Cenário ideal entre médicos e pacientes

Homens que não percebem sinais precoces de alterações na próstata devem procurar, a partir dos 55 anos, discutir com o médico sobre a necessidade de fazer um rastreamento do câncer de próstata. Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de próstata traga mais benefícios do que riscos. Portanto, o INCA não recomenda a realização de exames de rotina com essa finalidade.

O Dr. Gustavo Landsberg aponta que apenas uma pequena parcela dos pacientes sabe como se prevenir corretamente contra o câncer: “os pacientes acreditam mais na prevenção que chamamos de ‘secundária’ – detecção precoce com exames – do que na primária, que é o combate aos fatores de risco. Nós precisamos nos esforçar em mudar isso, pois  o excesso de rastreamento pode levar  pacientes a sofrimentos psicológicos e até físicos desnecessários”, afirma o líder de Saúde Populacional da Sami. E complementa: “a saúde do homem não está restrita apenas à sua próstata. O Novembro Azul deveria alertar para outras condições que representam as maiores causas de morte entre os homens no Brasil, como diabetes, hipertensão, infarto e AVC. Combater a obesidade, o sedentarismo e o tabagismo são ações fundamentais”. 

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