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#CuidarDaFala: O que é capacitismo e como remover expressões capacitistas da sua fala

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“Ele é maluco”;

“Mas você é cego?”; 

“Está surda?”. 

São frases comuns no seu cotidiano? Rótulos e termos pejorativos são, infelizmente, comuns em uma sociedade que mais julga do que ouve.

Racismo, machismo e homofobia são temas que vêm ganhando bastante visibilidade e espaço (ainda bem!), com o intuito de combater falas e atitudes preconceituosas. Mas será que damos a devida importância ao capacitismo? Aliás, você sabe o que é capacitismo?

Incapaz, louco, doido, bipolar, maluco, sequelado são adjetivos intensos e usados como julgamentos para ofender alguém. A discriminação e a opressão praticada contra a pessoa com deficiência têm nome: capacitismo.

Dizer que uma pessoa é surda por não te ouvir, por exemplo, não é uma atitude legal e precisa ser revisada. Pensando em combater falas que nós mesmos usamos no nosso dia a dia, a Sami iniciou uma campanha bem legal, a #CuidarDaFala. Afinal, estamos aqui para cuidar de pessoas. É a nossa função: cuidar.

A #CuidarDaFala nasceu como uma campanha interna da Sami. A diversidade é um valor muito importante para a Sami e para o nosso time que tem crescido exponencialmente. Acreditamos que promover a inclusão não tem hora nem lugar (o momento e o local estão sempre certos!) e por isso decidimos expandir nossa campanha para nossos membros e leitores também.

E por que não cuidar da nossa fala? O que mais atinge a mente de uma pessoa quanto o poder da palavra? E o que mais mexe com o nosso corpo além da nossa mente? A nossa língua é repleta de expressões preconceituosas e que, muitas vezes, nem damos conta que usamos frases que podem machucar alguém.

No entanto, nossa língua também é vasta de um vocabulário rico que podemos usar para o bem. Que tal? Vamos entender melhor sobre este tema? Neste conteúdo, vamos falar sobre:

  1. O que é capacitismo?
  2. Por que é importante remover expressões capacitistas da nossa fala?
  3. Vamos #CuidarDaFala e remover expressões capacitistas da nossa fala?

O que é capacitismo?

De acordo com o censo do IBGE, cerca de 24% da população brasileira possui algum tipo de deficiência.

O preconceito de reduzir uma pessoa às suas condições funcionais não vem de hoje, mas pode ser extinta começando por agora. Cada caraterística do ser humano compõe um todo e sua identidade.

Vira e mexe, o preconceito pode acontecer por falta de conhecimento, mas hoje, vamos conhecer um pouquinho dele para não repetir por aí.

O capacitismo é uma atitude preconceituosa e que discrimina a pessoa com deficiência, a impossibilitando de realizar um trabalho ou ter qualidade de vida. Quando um preconceito se torna constante e claro, é crime!

De acordo com o Código Penal e a Lei Brasileira de Inclusão, discriminar uma pessoa por conta da sua deficiência resulta em pena de reclusão e pagamento de multa.

A boa notícia é que a sociedade ainda tem jeito – e isso passa por cada um de nós! Vamos #CuidarDaFala? Se você já falou alguma dessas frases abaixo, este texto é para você:

  • “Não vem dar uma de João sem braço!”
  • “Está fingindo demência?”
  • “Dei uma mancada”
  • “Não estamos com tempo. Estamos sem braço.”
  • “Está louca?”

Usar o nome de um diagnóstico ou de uma característica física ou mental de maneira pejorativa reforça a imagem das pessoas com deficiência como incapazes e sem valor. Precisamos mostrar, também na linguagem, que a deficiência não define ninguém, que é só mais um detalhe. 

Por que é importante remover expressões capacitistas da nossa fala?

O debate sobre capacitismo ganhou mais força depois dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Isso tudo é resultado de uma ação de cientistas, ativistas e influenciadores que mostram frases e atitudes, muitas disfarçadas de brincadeiras, que naturalizam o preconceito.

Quem está fora do padrão estabelecido pela cultura comum tem poucas ou nenhuma chance no mercado de trabalho, por exemplo. Quantos funcionários PcD (sigla para Pessoa com Deficiência) existem no seu local de trabalho? Quantos amigos com deficiência você tem?

Mesmo que exista uma lei que inclua pessoas com deficiência no mercado, ainda é bem menor o número se compararmos com os padrões. Precisamos estar mais atentos, mesmo quando não precisamos, sobre pautas relacionadas a acessibilidade e cobrar por ela, mesmo que uma rampa não seja necessária para você e que a escada dê conta do seu acesso.

No Brasil, em 2020, sete mulheres com deficiência sofreram violência sexual todos os dias, em média, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Esse número assustadoramente alto e que você provavelmente não conhecia é somente um dado que mostra a invisibilidade dos problemas enfrentados por esses grupos.

Vamos #CuidarDaFala e remover expressões capacitistas da nossa fala?

  • Estou sem braço para essa demanda;
  • Está surda/louco/maluca;
  • Não está me vendo aqui? Está cego?
  • Para de fingir demência;
  • Deu uma mancada nessa questão;
  • Dar uma de João sem braço;
  • Em terra de cego, quem tem um olho é rei; 
  • Capenga;
  • Débil mental;
  • Cego de raiva;
  • Você é bipolar!, ao se referir a alguém que mudou de humor devido a uma situação;
  • É melhor ouvir isso do que ser surdo; 

Além de ser desrespeitosa com as pessoas com deficiência física e mental e com a neurodiversidade, esse tipo de linguagem, tão enraizada no vocabulário brasileiro, soa agressiva. Conseguimos substituir essas expressões bem facilmente, vamos? Se ficou faltando alguma palavra ou expressão que vocês já ouviram por aí, compartilhe com a gente!

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