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Diabetes: saiba quais são as causas, sintomas e como tratar

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O diabetes é efeito de uma baixa ou ausência de produção de insulina, causada por fatores genéticos ou hábitos de vida prejudiciais – como alimentação não balanceada e falta de atividades físicas. O estilo de vida atribulado, cada vez mais frequente entre a população, tem feito com que os casos da doença apresentem um aumento contínuo nos últimos anos, tornando-se um grave problema de saúde pública, como mostra o Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), de 2021.

Ainda de acordo com o Altas, o Brasil é o 5º país com maior incidência da doença, com cerca de 16,8 milhões de pessoas adultas com diabetes. A condição é grave e possui complicações que, segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, estão entre as principais causas de mortalidade precoce da maioria dos países.

Para entender como o diabetes afeta o organismo e o que fazer para controlar a doença, confira os tópicos a seguir:

O que é diabetes?

Segundo o Ministério da Saúde, o diabetes mellitus (DM) é uma síndrome metabólica marcada pela ausência ou incapacidade da insulina de exercer sua função no organismo. O papel da insulina é transportar a glicose (açúcar) para as células, que a usam como fonte de energia. Quando isso não acontece, há um aumento de glicose na corrente sanguínea – também chamada de hiperglicemia -, que favorece o surgimento do diabetes.

A insulina, de acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, é um hormônio produzido pelo pâncreas. E essa falta de insulina pode acontecer por uma produção insuficiente ou por uma resistência do organismo ao hormônio, anulando seus efeitos no metabolismo. Por causa disso, muitas pessoas que possuem diabetes podem precisar suplementar a insulina todos os dias.

É considerado pré-diabetes quando a glicemia em jejum está entre 100 e 125 mg/dl, e diabetes quando o valor é superior a 125 mg/dl. O valor considerado normal da glicose em jejum é até 99 mg/dl.

Quais são os tipos de diabetes?

Existem dois tipos principais de diabetes. O diabetes mellitus tipo 1 (DM1), como indica as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), é classificada como uma doença autoimune, pois surge a partir de uma destruição natural das células que produzem a insulina. 

Ou seja, por um “defeito” no sistema imunológico, os anticorpos não reconhecem essas células e as atacam como se fossem um corpo estranho no organismo. Nesse caso, não há produção nenhuma de insulina. Esse tipo é mais frequente em crianças, adolescentes e, em alguns casos, em jovens adultos.

Já o diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é a manifestação mais comum da doença, pois corresponde entre 90% a 95% dos casos de DM, segundo as diretrizes da SBD. Diferente da DM1, a pessoa não nasce com esse tipo de diabetes, e sim desenvolve ao longo do vida por predisposição genética e/ou hábitos ruins, como alimentação não balanceada e falta de atividades físicas, que provocam uma baixa produção ou resistência à insulina.

Ela é mais recorrente em pessoas acima dos 40 anos. Contudo, pode afetar qualquer idade. Na maioria dos casos, a DM2 é assintomática ou com poucos sintomas, e pode ser precedida por um pré-diabetes – quando os níveis de glicose estão elevados, mas não o suficiente para caracterizar diabetes.

Há ainda outros tipos de diabetes, como a gestacional e as que surgem por defeitos genéticos da função da célula beta, defeitos genéticos na ação da insulina, doenças do pâncreas exócrino (como a pancreatite e a fibrose cística) ou por defeitos induzidos por medicamentos ou produtos químicos. 

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O que causa diabetes?

A causa do diabetes depende do tipo da doença. Se for o tipo 1, é uma causa autoimune, quando ocorre uma falha no sistema imunológico (ainda não há explicação científica para essa mudança nas defesas do organismo). 

Entretanto, no caso do diabetes tipo 2, o fator desencadeador pode ser tanto genético, quando a pessoa herda dos pais a predisposição de apresentar o déficit de insulina, quanto por condições externas, como: avanço da idade, obesidade, sedentarismo e presença de componentes da síndrome metabólica, como hipertensão arterial e dislipidemia.

 Quais são os sintomas do diabetes?

Entre os efeitos mais comuns que o excesso de açúcar no sangue causa estão:

  • Vontade excessiva de urinar;
  • Ficar com fome constantemente;
  • Ficar frequentemente com sede;
  • Perda de peso;
  • Fraqueza; 
  • Fadiga;
  • Náusea e vômito;
  • Nervosismo;
  • Mudanças de humor.

O diabetes tipo 2, apesar de poder ser assintomático por muito tempo, ainda pode causar infecções recorrentes, alterações na visão, dificuldade na cicatrização de feridas, formigamento nos pés e furúnculos. Além de complicações como infarto, AVC, perda da visão, amputação e necessidade de hemodiálise, como alerta a Sociedade Brasileira de Diabetes.

Diabetes gestacional

Esse tipo de diabetes, como o próprio nome já indica, acontece durante a gestação. De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, é caracterizado como diabetes gestacional quando a pessoa apresenta aumento da glicose no sangue pela primeira vez durante a gravidez, mas com nível glicêmico abaixo dos critérios para o diagnóstico de diabetes mellitus (DM) – que variam de acordo com o exame clínico (medição da glicemia em jejum, teste oral de tolerância à glicose ou hemoglobina glicada).

O diabetes gestacional oferece diversos riscos para a saúde do bebê, como ganho de peso excessivo, malformação fetal, aumento do líquido amniótico e parto prematuro. A doença pode não persistir depois do parto ou evoluir para um diabetes mellitus tipo 2.

Diabetes na infância

As crianças também podem manifestar a doença. O diabetes tipo 1 é o mais recorrente nessa faixa etária, por ser ocasionado por um “problema” no sistema imune. Agora, o tipo 2 é mais raro na infância, mas pode surgir, principalmente, em casos de obesidade infantil.

Os principais riscos do diabetes na infância são:

  • Cetoacidose diabética – uma complicação aguda, potencialmente fatal, que pode causar dor abdominal, náusea, vômito e um aroma frutado característico no hálito.
  • Problemas psicossociais – como depressão, ansiedade e distúrbios alimentares.

São raros, mas há casos de complicações vasculares em crianças por causa do diabetes, como nefropatia diabética, retinopatia e neuropatia.

Quem tem diabetes pode doar sangue?

É bastante comum que pessoas diagnosticadas com diabetes tenham receios em relação à doação de sangue. Afinal, essa condição altera os níveis glicêmicos presentes na circulação sanguínea. Se você tem diabetes e está com essa dúvida, não se preocupe! 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, quem tem diabetes pode, sim, doar sangue – desde que a doença esteja controlada apenas com alimentação ou hipoglicemiantes orais e a pessoa não tenha alterações vasculares.

Como é feito o diagnóstico de diabetes?

Seguindo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, o diagnóstico é feito a partir da análise dos valores glicêmicos sanguíneos. E isso pode ser realizado através de alguns exames, como:

  • Medição da glicemia em jejum, coletada no sangue periférico após a pessoa ficar sem ingerir calorias por, no mínimo, 8 horas.
  • Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG), também conhecido como exame de curva glicêmica, quando é colhida uma amostra de sangue em jejum e, depois, o paciente ingere 75 g de glicose dissolvida em água. Após 2 horas da ingestão, é coletada mais uma amostra para comparação.
  • Hemoglobina glicada (HbA1c), uma avaliação da fração da proteína presente no glóbulo vermelho que se conecta à glicose. Com esse exame dá para observar os níveis glicêmicos dos últimos 3 ou 4 meses sem a necessidade de fazer jejum.

Após a realização dos exames, os valores encontrados irão definir se a pessoa está com os níveis normais, pré-diabetes ou diabetes estabelecido. Na medição da glicemia em jejum, a glicose de 100 a 125 mg/dL indica pré-diabetes e acima de 126 mg/dL caracteriza diabetes.

Já no TOTG ou exame de curva glicêmica, de 140 a 200 mg/dL sugere pré-diabetes e acima de 200 mg/dL aponta diabetes. Na Hemoglobina glicada, porém, a avaliação é feita por porcentagem. Se há presença de 5,7 a 6,5% de glicose na proteína do glóbulo vermelho é sinal de pré-diabetes, e mais de 6,5% é considerado diabetes.

Diabetes tem cura?

O diabetes é uma doença crônica que não possui cura. Mas fique tranquilo. É possível controlá-la com tratamento adequado para repor ou melhorar a produção de insulina e mudanças de hábitos que ajudam a moderar os níveis de açúcar no sangue. Vale ressaltar que apenas um médico pode orientar a melhor forma de tratar a condição.

Qual é o tratamento para diabetes?

Para tratar a doença, segundo o Consenso Brasileiro sobre Diabetes, é preciso mudar o estilo de vida. Primeiro, abandonar hábitos que favorecem a manifestação do distúrbio, como tabagismo  e consumo de bebidas alcóolicas. 

Depois, adotar hábitos saudáveis que ajudam a controlar os níveis glicêmicos, como prática regular de atividade física e alimentação balanceada, rica em fibras, vitaminas e minerais. A recomendação é que sejam consumidas, em média, de duas a quatro porções de frutas e de três a cinco porções de hortaliças (cruas e cozidas) por dia. Além de tratar, seguir essa rotina auxilia na prevenção da doença, especialmente em pessoas com predisposição.

O diabetes tipo 1 ainda precisa de reposição de insulina, por causa da total ausência do hormônio no organismo. O diabetes tipo 2, no entanto, só é necessário em alguns casos. A aplicação da insulina deve ser feita direto no tecido subcutâneo, na região do abdômen, na coxa, no braço, no glúteo ou na região da cintura.

O médico também pode receitar algum medicamento que ajude a controlar os níveis de glicose no sangue. Existem opções específicas para o DM1 e o DM2, com dosagens que variam de acordo com a gravidade e o tipo da condição, além da faixa etária do paciente.

Por causa das complicações e dificuldades de lidar com o diabetes, também é indicado realizar acompanhamento psicológico durante o tratamento, para garantir que a pessoa consiga seguir as orientações de maneira regrada e possa aproveitar ao máximo a qualidade de vida restabelecida.  

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