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Os perigos da desidratação e suas causas

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Muitos negligenciam os perigos de um organismo desidratado ou não entendem, de fato, o que é a desidratação. Ao contrário do que explicam, a desidratação não acontece somente pelo esforço físico sem o consumo de líquidos.

A água é uma das substâncias mais importantes para o funcionamento do nosso organismo. É ela a responsável por processos que nos possibilitam sobreviver, como a regulação de temperatura e a eliminação de substâncias.

Por não termos a capacidade de armazenar água, precisamos repor frequentemente. O grande problema acontece quando a água eliminada pelo corpo, seja por suor, fezes ou urina, é maior que a sua reposição. Em casos graves, a desidratação pode levar à morte.

  1. O que é desidratação?
  2. Quais são os sintomas da desidratação?
  3. Fique atento aos sinais de desidratação
  4. Quais são as consequências da desidratação?

O que é desidratação?

Basicamente, a desidratação é um quadro que consiste na pouca reposição de água ao mesmo tempo que ela é eliminada em grandes quantidades por vômitos, transpiração excessiva, uso de diuréticos sem acompanhamento médico, queimaduras, diarréias e hemorragias.

A baixa disponibilidade de água aliada à perda de sais minerais gera um quadro, que pode ser grave, de desidratação. Na maior parte das vezes, o problema da desidratação está relacionado a diarréias agudas, mas também pode acontecer por insolação e outras causas.

Existem três tipos de desidratação: leve, moderada e grave. Mais comum em crianças e idosos, que não bebem tanta água quanto precisam, a desidratação pode levar a um quadro delicado na saúde, precisando de intervenção médica de emergência.

Quais são os sintomas da desidratação?

Um diagnóstico de desidratação é feito por um médico ao observar os sintomas do paciente. Geralmente, uma pessoa desidratada apresenta sinais comuns de muita sede, pele seca e boca seca. Em casos mais delicados, os batimentos cardíacos ficam acelerados e há pouca quantidade de urina e suor. Para entender melhor os sintomas, vamos entender cada caso:

·         Desidratação leve

Os sintomas de uma desidratação leve são mais simples, como: sensação de sede constante, diminuição da quantidade de urina e urina na cor amarelo forte.

O problema da desidratação leve é que os sintomas podem passar despercebidos e gerar um quadro mais grave. Em casos de idosos, a desidratação leve já precisa ser levada em consideração. Uma vez que esse grupo tem mais dificuldade em sentir sede, mesmo quando precisam.

·         Desidratação moderada

Outros sintomas surgem quando a desidratação leve não é tratada, como: dor muscular, câimbra, tontura e dor de cabeça. No caso de desidratação moderada, além da água, existe a necessidade de complementar com soro caseiro para repor os sais minerais. O soro caseiro pode ser substituído pela solução de hidratação vendida em farmácia.

·         Desidratação grave

Nesse tipo de desidratação, é necessário auxílio médico com urgência. Considera-se grave quando existe a perda de 10 a 15% da água do corpo. Entre os sintomas, estão: falta de suor, pele e lábio secos, olheiras, alteração no batimento cardíaco e febre baixa.

Idosos e crianças apresentam ainda mais riscos e podem chegar a ter delírios e desmaios. Quando levados ao hospital, ocorre a administração de soro diretamente na veia para evitar complicações.

Fique atento aos sinais de desidratação

Muito confundidos com outras doenças, a desidratação precisa ser levada a sério. Por isso, fique atento aos sinais da desidratação. Geralmente, o corpo responde com:

·         Sedes constantes;

Esse é o mais comum. Quando o corpo precisa repor os nutrientes perdidos, você sente sede. Ao contrário do que muitos pensam, o ideal é não sentir sede e manter-se sempre hidratado. A sede já é um sinal de alerta.

·         Dores de cabeça;

Outro sinal claro de desidratação, a dor de cabeça acontece porque o nosso cérebro é protegido por um líquido. Quando há pouca hidratação, esse líquido é diminuído e provoca dores de cabeça e enxaquecas.

·         Mau hálito;

Devido à pouca produção de saliva, há uma proliferação das bactérias causadoras de mau hálito.

·         Pele seca;

Você sabia que a pele é um dos primeiros órgãos a sentir a desidratação? Caso sua pele esteja ressecada e irritada, fique atento e beba mais água.

·         Redução de urina;

Quanto menos líquidos bebemos, menos urina produzimos. Caso sua urina esteja com forte odor e amarelo escura: fique atento!

Em bebês, é importante ficar ainda mais atento aos sinais da desidratação: choro sem lágrimas, sonolência além do normal, pouca urina na fralda e com cheiro forte, irritação e moleira mais mole que o normal. Em caso de sinais de desidratação em bebês com menos de seis meses, a reposição é feita pelo leite.

Além disso, existem três tipos de desidratação. São elas:

Isotônica: acontece quando há perda de volume sanguíneo por vômito ou diarreia. É causado pela perda de sais minerais e água.

Hipertônica: é caracterizada quando, junto à perda de água, há o aumento de sódio no sangue. É mais comum em crianças e diabéticos.

Hipotônica: se relaciona à perda de sal. Caracterizada pela transpiração exagerada.

Quais são as consequências da desidratação?

A desidratação pode levar a complicações sérias, se não tratada. Em caso de insolação ou exaustão por calor, existe a lesão térmica, que traz risco de vida. Além disso, em casos graves ou quando a reidratação é feita de modo errado, pode ocorrer edema cerebral, quando algumas células do cérebro se incham e rompem.

Casos de convulsões também são vistos em desidratações constantes e graves, bem como choque hipovolêmico, sendo esse o mais grave e que traz risco de morte. O choque hipovolêmico acontece quando há um baixo volume de sangue, provocando uma queda de pressão arterial e oxigênio.

Outra consequência, que infelizmente é comum devido a falta da ingestão de água, é a insuficiência renal. O problema ocorre quando os rins não conseguem mais remover impurezas e resíduos do sangue.

Quando não tratada prontamente e da maneira correta, uma desidratação severa pode levar ao coma. 

Por isso, hidrate-se sempre e não corra riscos! De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a orientação é de, no mínimo, 2 litros de água por dia para adultos saudáveis.

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