A atenção terciária à saúde reúne serviços e procedimentos de alta complexidade, destinados a situações que exigem maior especialização, tecnologia, estrutura hospitalar ou acompanhamento intensivo. Ela faz parte da organização da atenção à saúde junto aos níveis primário e secundário. No Brasil, a atenção especializada é organizada de forma integrada à Rede de Atenção à Saúde, para garantir que cada pessoa tenha acesso ao cuidado adequado às suas necessidades.
De forma simplificada, podemos entender os níveis de atenção da seguinte maneira:
- Atenção primária: é a principal porta de entrada e acompanha a maior parte das necessidades de saúde, além de atuar na prevenção e promoção da saúde.
- Atenção secundária: reúne serviços especializados de média complexidade, como consultas com especialistas, exames e alguns procedimentos.
- Atenção terciária: concentra serviços de alta complexidade, com procedimentos e tratamentos que exigem maior especialização e recursos tecnológicos.
A atenção terciária, portanto, não significa apenas atendimento de emergência. Ela também pode envolver tratamentos especializados, cirurgias, internações e procedimentos de alta complexidade.
Sumário
- O que é atenção terciária à saúde?
- Quais são os exemplos de atenção terciária?
- Qual é a diferença entre atenção terciária e atendimento hospitalar?
- Quando procurar um pronto-socorro?
- Qual é a diferença entre urgência e emergência?
- Quando o atendimento hospitalar não é a melhor opção?
- Como funciona o cuidado entre os diferentes níveis de atenção?
- E como a Sami trabalha com os diferentes níveis de atenção?
O que é atenção terciária à saúde?
A atenção terciária corresponde à alta complexidade em saúde. Ela envolve um conjunto de serviços e procedimentos que exigem elevada especialização, tecnologia e, em alguns casos, alto custo.
No SUS, exemplos de áreas que podem fazer parte da alta complexidade incluem oncologia, cardiologia, transplantes, parto de alto risco, neurocirurgia, diálise e traumato-ortopedia. Também existem procedimentos ambulatoriais de alta complexidade, como quimioterapia, radioterapia, hemoterapia e medicina nuclear.
Por isso, é importante não confundir atenção terciária com internação ou pronto-socorro. Nem todo atendimento terciário acontece em uma emergência e nem todo atendimento hospitalar é necessariamente de alta complexidade.
Hospitais podem oferecer diferentes tipos de atendimento, desde consultas e exames até internações, cirurgias e cuidados intensivos. O nível de atenção necessário depende da condição de saúde e da complexidade do cuidado.
Quais são os exemplos de atenção terciária?
A atenção terciária pode estar presente em diferentes momentos do cuidado e não se limita aos hospitais. Entre os exemplos estão:
- Tratamentos oncológicos, como quimioterapia e radioterapia;
- Transplantes de órgãos;
- Neurocirurgias;
- Cirurgias cardíacas e outros procedimentos cardiovasculares complexos;
- Atendimento a gestantes que precisam de cuidados de alta complexidade;
- Hemodiálise;
- Tratamentos de traumas graves;
- Terapia intensiva;
- Procedimentos que exigem equipamentos e tecnologias de alta complexidade.
A atenção terciária também pode incluir procedimentos realizados sem internação. Por isso, alta complexidade e internação hospitalar não são sinônimos.
Qual é a diferença entre atenção terciária e atendimento hospitalar?
A atenção terciária está relacionada principalmente à complexidade do cuidado. Já o atendimento hospitalar diz respeito ao local e à estrutura em que determinados cuidados são prestados.
Um hospital pode oferecer serviços de diferentes níveis de complexidade. Por isso, não é correto dizer que todo atendimento hospitalar pertence automaticamente à atenção terciária.
No SUS, a atenção hospitalar é organizada de forma integrada aos demais pontos da Rede de Atenção à Saúde. A Política Nacional de Atenção Hospitalar estabelece que os hospitais devem atuar de maneira articulada com outros serviços, garantindo continuidade do cuidado e acesso organizado conforme as necessidades dos pacientes.
Isso significa que o hospital é apenas uma parte da rede. O cuidado pode começar na atenção primária, passar por um especialista e chegar a um serviço de alta complexidade quando necessário.
Quando procurar um pronto-socorro?
O pronto-socorro é indicado principalmente para situações de urgência ou emergência, que precisam de avaliação e atendimento rápidos.
Isso não significa que todo sintoma intenso ou inesperado exija necessariamente um pronto-socorro. A necessidade de atendimento hospitalar deve considerar a gravidade do quadro e a avaliação de um profissional de saúde.
Em situações com sinais de gravidade, como falta de ar importante, dor intensa no peito, perda de consciência, convulsões, hemorragias importantes, sinais de acidente vascular cerebral ou traumas graves, é importante buscar atendimento de emergência.
Em situações de risco imediato à vida, o atendimento deve ser procurado imediatamente.
Qual é a diferença entre urgência e emergência?
Embora sejam termos usados juntos, urgência e emergência não significam exatamente a mesma coisa.
De acordo com a definição utilizada na regulamentação médica brasileira, urgência é uma situação imprevista que exige assistência médica imediata e pode ou não envolver risco potencial à vida. Já a emergência envolve uma condição com risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo atendimento médico imediato.
| Categoria | Definição | Exemplos Práticos |
|---|---|---|
| Emergência | Condição com risco iminente de vida ou sofrimento intenso que exige atendimento imediato e não pode ser adiado. | Parada cardiorrespiratória, falta de ar intensa, dor no peito grave, convulsões prolongadas, hemorragias importantes, perda de consciência, traumas graves, reações alérgicas graves, queimaduras extensas, afogamentos e intoxicações graves. |
| Urgência | Situação imprevista que necessita de avaliação médica rápida, mas que não apresenta risco imediato de morte naquele instante. | Fraturas não expostas, luxações, dores agudas intensas sem sinais de choque, crises descompensadas de doenças conhecidas e ferimentos que necessitam de sutura. |
Quando o atendimento hospitalar não é a melhor opção?
Nem todo problema de saúde precisa ser resolvido em um pronto-socorro.
Quando não existe uma situação de urgência ou emergência, a atenção primária pode ser o melhor ponto de partida. É nesse nível que o profissional consegue conhecer o histórico da pessoa, avaliar a necessidade apresentada, orientar o cuidado e, quando necessário, encaminhar para um especialista ou serviço de maior complexidade.
Esse fluxo ajuda a organizar o cuidado e evita que o pronto-socorro seja utilizado para situações que poderiam ser acompanhadas de maneira mais adequada em outros pontos da rede.
Além disso, a atenção primária pode acompanhar a pessoa antes e depois de um atendimento especializado ou hospitalar, contribuindo para a continuidade do cuidado.
Como funciona o cuidado entre os diferentes níveis de atenção?
Os níveis de atenção não devem funcionar de maneira isolada.
Um sistema de saúde organizado conecta os diferentes pontos da rede para que o paciente tenha continuidade no cuidado. A atenção primária pode identificar uma necessidade, acompanhar o paciente e encaminhá-lo para um especialista ou serviço de maior complexidade quando necessário.
Depois de um tratamento especializado ou de uma internação, o acompanhamento também pode retornar para a atenção primária.
O Ministério da Saúde destaca justamente a importância da integração entre os pontos da Rede de Atenção à Saúde para garantir resolutividade e continuidade do cuidado.
Por isso, atenção terciária não substitui a atenção primária ou secundária. Cada nível tem uma função dentro da rede.
E como a Sami trabalha com os diferentes níveis de atenção?
Na Sami, o cuidado começa com um acompanhamento próximo e contínuo.
O médico pessoal e a equipe de saúde conhecem a história dos membros e acompanham toda a jornada de perto. Eles orientam as decisões e indicam com clareza cada próximo passo.
Quando um exame ou consulta especializada se fazem necessários, a equipe de saúde realiza o direcionamento integrado dentro da rede credenciada. Caso a situação exija maior complexidade, a rede parceira da Sami garante acesso a hospitais e serviços de qualidade.
Com a coordenação do cuidado, conectamos todos os momentos da saúde dos membros para que eles nunca precisem navegar sozinhos pelo sistema. É a certeza de ter a orientação certa, no momento certo.
- Ministério da Saúde – Atenção Especializada e Hospitalar: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/atencao-especializada-e-hospitalar (Acesso em 2026-09-16)
- Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) – A Atenção Secundária e Terciária à Saúde: https://www.conass.org.br (Acesso em 2026-09-16)
Escrito por: Editor Técnico da Sami
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