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Vacinas para adultos: quais são e por que tomar

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Que tal pegar sua caderneta de vacinação e dar uma olhada se as suas vacinas estão em dia? Muitos adultos negligenciam a importância da vacinação, seja pela vida corrida ou por falta de informação.

Muitas campanhas de vacinação são voltadas para crianças e idosos, afinal, entende-se que eles estão mais suscetíveis a problemas de saúde. No entanto, adultos também precisam estar em dia com as campanhas de vacinação.

Em uma pesquisa realizada antes da pandemia do coronavírus, pelo Instituto Ipsos Mori, 69% dos adultos brasileiros estavam com o esquema vacinal incompleto. Com o agravamento da pandemia da Covid-19, é provável que um número significativo de pessoas tenha passado a dar maior importância à imunização.

Ainda assim, não chegamos no modelo ideal.

  1. Qual a importância da vacinação em adultos?
  2. A importância do esquema vacinal para empresas
  3. Quais vacinas o adulto deve tomar?

Qual a importância da vacinação em adultos?

Em todas as fases da vida estamos suscetíveis a infecções por vírus e bactérias que, quando não tratadas, podem causar muitos problemas para a saúde. Além disso, algumas doenças crônicas que passam a aparecer em adultos, como asma e sinusite, são fortes indicativos de que a atualização vacinal é necessária.

Temos o costume de acreditar que apenas idosos e crianças correm mais riscos com epidemias, mas não é bem assim. Adultos também podem sofrer (e muito) com a falta de vacinação e podem prejudicar, ainda, aqueles que estão com a vacina em dia. Vamos entender melhor?

A vacinação vai muito além da proteção individual, ela existe porque também evita a propagação de vírus e bactérias em massa, que podem levar à morte ou sequelas de pessoas com a imunidade comprometida, como idosos, crianças e adultos com doenças crônicas.

Em alguns casos, precisamos estar atentos, inclusive, com vacinas que possuem duas ou mais doses para completar o esquema vacinal. Estar protegido é fundamental para a sua qualidade de vida e cuidado com a sociedade.

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) têm observado a queda da cobertura vacinal esperada e uma resistência de aderência às campanhas de vacinação, como aconteceu recentemente contra o sarampo.

Organismos internacionais de saúde seguem alertando para os riscos da redução da cobertura vacinal, especialmente em relação ao sarampo e outras doenças imunopreveníveis.

Essa queda da cobertura vacinal é um grande retrocesso para os brasileiros, visto que o nosso país é reconhecido internacionalmente por conseguir erradicar doenças como poliomielite, rubéola e sarampo.

A importância do esquema vacinal para empresas

omo vimos, as vacinas são importantes para garantir a saúde e qualidade de vida. Portanto, empresas precisam incentivar seus colaboradores a estarem com o esquema vacinal em dia.

Isso porque é fundamental para a produtividade que seus colaboradores estejam bem e saudáveis. Além disso, com a aplicação de vacinas, é possível prevenir doenças comuns em ambientes fechados, como gripes, resfriados e outras infecções.

Sem contar que a vacinação também ajuda a controlar surtos e epidemias, protegendo não só os colaboradores, mas também suas famílias.

Para diminuir prejuízos e o absenteísmo em empresas, é fundamental facilitar a vacinação dos colaboradores e incentivá-los a permanecer com o esquema vacinal em dia. Que tal dar um day-off para o colaborador se vacinar? Demonstrar cuidado e comprometimento com a saúde de seus empregados é uma ótima maneira de motivá-los.

Também é possível disponibilizar doses necessárias e promover campanhas de conscientização sobre a importância da vacinação.

Agora que entendemos sua importância para a proteção da saúde e bem-estar e para a prevenção de doenças, quais vacinas devemos tomar quando adultos?

Quais vacinas o adulto deve tomar?

Ainda na infância, nossa carteira de vacinação fica repleta de carimbos. Isso porque é logo na saída da maternidade que começa a busca pelo esquema vacinal. Devido a isso, muitos acham que a vacinação feita quando criança é suficiente para garantir a proteção durante toda a fase adulta.

No entanto, nem todas as vacinas aplicadas quando crianças continuam protegendo em outras fases da vida. E é aí que entram as doses de reforço. Sem contar que algumas vacinas são criadas para lidar com novos vírus e doenças, como aconteceu com a Covid-19.

Para se ter uma ideia da quantidade de vacinas que tomamos durante a primeira fase da vida, no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS), disponibiliza em seu calendário 19 tipos de vacinas que atendem crianças, adolescentes, gestantes, trabalhadores, pessoas com mais de 60 anos, idosos e outros.

De acordo com o Ministério da Saúde, a partir dos 20 anos, é necessário se vacinar pelo menos contra sarampo, caxumba, rubéola, hepatite B, febre amarela, difteria e tétano. Além dessas vacinas, outras imunizações podem ser recomendadas de acordo com a idade, condições de saúde, profissão, gestação ou situação epidemiológica. Para todas essas doenças, existem quatro tipos de vacinas disponíveis gratuitamente pelo SUS para toda a população brasileira, são elas:

Hepatite B

A hepatite B é transmitida pelo sangue ou relação sexual e pode não apresentar sintomas. É possível que alguns pacientes se curem naturalmente da doença sem ao menos saber que a teve. No entanto, em outros casos, a doença pode se tornar crônica e levar a lesões no fígado, podendo chegar a desenvolver câncer na região.

A vacina contra a hepatite B é disponibilizada gratuitamente pelo SUS. Adultos que não completaram o esquema vacinal devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e atualização da carteira de vacinação.

Tríplice viral (SCR)

A vacina da tríplice viral protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Com dose única, ela não é indicada para gestantes e pessoas com a imunidade comprometida. Isso porque a rubéola é uma doença que pode prejudicar o feto. Para mulheres que desejam engravidar, é ideal conferir se a vacina da tríplice viral já foi aplicada.

Com transmissão por via respiratória, a caxumba, o sarampo e a rubéola são causados por um vírus que podem apresentar problemas graves. A caxumba, por exemplo, pode causar meningite, encefalite, surdez e inflamação nos testículos ou ovários.

Dupla adulto (DT)

Para proteção contra difteria e tétano, a vacina dupla é fundamental em adultos. A primeira parte da vacinação acontece em três doses com intervalo de dois meses. Geralmente, essas três doses são tomadas na infância. No entanto, o reforço deve ser feito a cada dez anos para que a imunização seja eficaz. É a partir desse momento que muitos adultos deixam a vacina de lado e acabam estando suscetíveis às doenças.

A difteria é uma doença causada pela exposição a secreções de pessoas infectadas, sendo desencadeada pela presença de uma bactéria específica. Ela afeta o sistema respiratório e em casos graves pode evoluir para uma inflamação no coração.

Já o tétano é causado pela bactéria Clostridium tetani, encontrada no solo, poeira e superfícies contaminadas. Ferimentos perfurantes aumentam o risco de infecção e podem levar a complicações graves.

Febre amarela

Antigamente, a vacina de febre amarela era indicada apenas para quem morava ou iria viajar para lugares onde o risco da doença era alto. No entanto, desde o aumento de casos de febre amarela no Brasil entre 2017 e 2018, o Ministério da Saúde ampliou a vacinação para todo o país.

Atualmente, a vacinação contra a febre amarela segue as orientações do calendário vigente do Ministério da Saúde, considerando o histórico vacinal e as recomendações epidemiológicas para cada região.

Influenza (gripe)

Com dose única anual, essa vacina precisa ser tomada por todos durante toda a vida. Para pessoas imunocomprometidas ou em situação de risco, uma segunda dose pode ser considerada.

Covid-19

A vacinação contra a Covid-19 continua sendo uma importante estratégia de proteção da saúde. As recomendações podem variar de acordo com a faixa etária, condições clínicas e orientações das autoridades de saúde.

Por isso, é importante acompanhar as campanhas vigentes e manter o esquema vacinal atualizado conforme as recomendações do Ministério da Saúde.

Para consultar as recomendações mais recentes, acompanhe os calendários vacinais disponibilizados pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Veja aqui:  SbIm – Calendário de Vacinação Adulto

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